AçõesF5 DinheiroInvestimentosNegócios

Dólar sofre correção, mas encerra semana em alta de 1,8%

A forte alta dos últimos dias do dólar gerou um movimento de ajuste na reta final do pregão da sexta-feira. Após tocar R$ 4,20 no fim da tarde de ontem, a moeda americana operou praticamente o dia inteiro em queda, acelerou as baixas durante a tarde e encerrou cotado a R$ 4,1651, recuo de 0,66%.

No acumulado da semana, porém, a variação ainda é positiva. De 13 a 17 de janeiro, o dólar se valorizou 1,78% contra o real. O avanço só não foi maior que o visto contra o peso colombiano (+1,98%). Ainda assim, foi garantido no final da sessão, em um dia de baixa liquidez. O giro do contrato para fevereiro da moeda americana teve volume financeiro de R$ 63,2 bilhões, contra média diária de R$ 71 bilhões dos onze pregões anteriores.

“O mercado deixou pra corrigir no final do pregão. O real foi a moeda com um dos piores desempenhos nos ultimos dias“, diz Alessandro Faganello.

Mesmo com esse ajuste, o real permanece como a divisa de maior desvalorização frente ao dólar em 2020 (-3,73%). O rand sul-africano, que vem em segundo, cai 2,96% no mesmo período.

“A performance do real nas últimas semanas representa a maior frustração entre as moedas da América Latina”, diz o ING em relatório. “Em grande parte, ela reflete uma combinação de expectativas positivas criadas em análises de fim de ano com uma frustração real com a última leva de dados da economia real.”

Para o banco holandês, parte do comportamento do real também reflete o dólar ainda forte em todo o mundo. Ainda que o humor lá fora tenha melhorado com a assinatura do acordo comercial, enquanto a moeda americana não perder força e o crescimento do Brasil não der as caras, o investidor estrangeiro deve focar em moedas que ainda mantém um diferencial de juros atrativo.

Esse fator explica o relativo bom desempenho do peso mexicano no início deste ano, continua o ING. Com alta de aproximadamente 1% contra o dólar, o peso mexicano foi o único entre as principais divisas da região que se apreciou em janeiro.

De olho nessa dinâmica, investidores de câmbio ficam cada vez mais a próxima reunião do Copom, em fevereiro. Com a última rodada de dados mais fracos que o esperado em novembro, os juros futuros voltaram a incutir uma probabilidade maior de corte de juros.

Em Miami, onde proferiu uma palestra para uma universidade local, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, se limitou a repetir a mensagem dos últimos comunicado. “Os próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”, disse o dirigente.

Fonte

Posts relacionados
F5 Dinheiro

STF abre hoje Ano Judiciário

F5 Dinheiro

Arábia Saudita anuncia criação de cidade ecológica sem carros

F5 Dinheiro

Pix: novo sistema de pagamento instantâneo entra em funcionamento

F5 Dinheiro

Governo indicará gestores para empresas investigadas por narcotráfico

Assine nossa Newsletter e
mantenha-se informado

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Captcha loading...