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Entenda o circuit breaker, mecanismo acionado na B3 nesta segunda-feira após o Ibovespa desabar

SÃO PAULO – Nesta segunda-feira (9), o Ibovespa teve o circuit breaker acionado após a queda de mais de 10% no início do pregão. A queda ocorre na esteira da derrocada dos preços do petróleo, que derruba as bolsas mundiais. O petróleo brent chegou a cair 31%, reduzindo a queda depois para cerca de 20%, após o imbróglio da Opep+ levar a uma guerra total de preços entre a Arábia Saudita e Rússia, dois dos três maiores produtores mundiais.

Mas o que significa o circuit breaker? Ele é um mecanismo disparado pela bolsa para interromper a sessão quando ocorrem oscilações muito bruscas e atípicas no mercado de ações.

Desta forma, toda vez que isso acontece no mercado, a ferramenta é acionada para rebalancear as ordens de compra e venda dos investidores, protegendo o mercado da volatilidade.

O “circuit breaker” na B3 funciona assim:

  • se o Ibovespa atingir o limite de baixa de 10% (em comparação ao dia anterior), os negócios serão interrompidos por meia hora.
  • reaberto o pregão, se houver oscilação negativa de até 15%, a interrupção se dá por mais uma hora.
  • voltando a funcionar, com queda de 20%, ocorre suspensão dos negócios por prazo a ser definido pela Bolsa. Nessa hipótese, a decisão deverá ser comunicada ao mercado. De qualquer forma, na última meia hora de pregão, as negociações acontecerão.

As vezes em que o circuit breaker foi acionado na bolsa brasileira

A última fez em que os negócios foram interrompidos foi em 18 de maio de 2017, durante 30 minutos, na esteira do “Joesley Day”. Naquela sessão, o Ibovespa fechou em queda de 8,8%.

Antes disso, o mecanismo havia entrada em ação em 22 de outubro de 2008, quando a bolsa fechou em queda de 10,18%. Em outubro de 2008, o pregão chegou a ser interrompido por quatro vezes durante meia hora e por uma vez durante uma hora, em um período marcado pela forte crise financeira global por conta da crise do “subprime”.

Em 11 de Setembro de 2001, quando houve o ataque às torres gêmeas de Nova York, os negócios também foram interrompidos na Bolsa brasileira, mas sem que o circuit breaker fosse acionado. A bolsa teve um recuo de 9,17% em pouco mais de uma hora mas, antes que as negociações fossem interrompidas, a bolsa fechou na esteira das principais bolsas do mundo e só reabriu na sessão seguinte.

As vezes seguintes que o circuit breaker foi acionado ocorreram nos anos 1990. Em 14 de janeiro de 1999, véspera da adoção do câmbio livre, os negócios foram suspensos por meia hora e o índice desabou 9,33%. Na crise da Rússia, em 1998, o mecanismo foi acionado por cinco vezes e, no dia 10 de setembro, a bolsa parou durante 1 hora, fechando em baixa de 15,82%.

Em 28 de outubro de 1997, o mecanismo foi acionado na bolsa brasileira pela primeira vez, um dia após a bolsa registrar uma queda superior a 14% durante a crise financeira da Ásia. Naquele ano, o circuit breaker foi acionado por mais duas vezes.

Fonte: InfoMoney

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