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Prévia da inflação fica em 1,2% em outubro, a maior para o mês em 26 anos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, foi a 1,2% em outubro, acima da alta de 1,14% registrada em setembro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 26. Foi o maior resultado para o mês desde 1995, quando o índice chegou a 1,34%, e a maior variação mensal desde fevereiro (1,42%). No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 soma 10,34%, acima dos 10,05% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores de setembro. Desde o início do ano, a prévia da inflação soma alta de 8,3%.

Mais uma vez, a energia elétrica foi a maior vilã da variação de preços, com alta de 3,91%. O avanço fez o setor de habitação somar alta de 1,87%. Outra contribuição importante dentro do grupo veio do gás de botijão (3,80%), cujos preços subiram pelo 17º mês consecutivo e acumulam, em 2021, alta de 31,65%. A gasolina, que também figura entre as maiores altas, registrou avanço de 1,85%, e acumula avanço de 40,44% nos últimos 12 meses. Os demais combustíveis também apresentaram altas: etanol (3,20%), óleo diesel (2,89%) e gás veicular (0,36%). Em setembro, o subgrupo dos combustíveis registrou alta de 2,03%. No grupo dos transportes, o destaque foram as passagens aéreas, que tiveram alta de 34,35%.

O grupo de alimentação e bebidas (1,38%) foi influenciado principalmente pela alimentação no domicílio, que passou de 1,51% em setembro para 1,54% em outubro. Os preços das frutas subiram 6,41%. A alimentação fora do domicílio acelerou na passagem de setembro (0,69%) para outubro (0,97%), principalmente por conta do lanche (1,71%), cujos preços haviam recuado no mês anterior (-0,46%). A alta da refeição (0,52%), por sua vez, foi menor que a observada em setembro (1,31%).

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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi a 1,16% em setembro. É a maior variação para o mês desde 1994, quando registrou alta de 1,53%. O resultado leva o indicador oficial da inflação doméstica a 10,25% no acumulado de 12 meses, a primeira vez que o índice atinge dois dígitos desde fevereiro de 2016, quando foi a 10,36%. Desde o início do ano, o IPCA acumula alta de 6,90%. O saldo se descola ainda mais da meta de 3,75% perseguida pelo Banco Central (BC) em 2021, com variação de 1,5 ponto percentual, ou seja, entre 2,25% e 5,25%. A alta deve forçar ao aperto monetário mais forte do Comitê de Política Monetária (Copom), que divulga nesta quarta-feira, 27, o novo valor da taxa de juros. A recente pressão da inflação gerada pelo risco fiscal após mudanças no teto de gastos levou analistas a preverem duas altas de 1,5 ponto percentual nos próximos encontros, encerrando a Selic a 9,25%.

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